História

O jungle surgiu no início dos anos noventa como uma evolução do hardcore breakbeat. A mistura do reggae com batidas aceleradas do hip hop e timbres eletrônicos rendeu essa sonoridade completamente caótica e radical.

Tudo começou nos guetos londrinos, como qualquer estilo musical, pois são neles que todas as cenas acontecem. Os clubs e festas como Labirinth e Helter Skelter superlotavam levando pessoas ao delírio ! O maior problema que a cena enfrentou nessa época foi o consumo do crack e a presença dos bad boys, mas esse problema acabou quando, no final de 1993, os promoters das festas e os DJ’s mudaram o nome de jungle para Drum’n'bass. Eles acreditavam que o nome jungle era muito periférico, daí a mudança de nome. Finalmente o jungle (Drum’n'bass) sai dos guetos para o mainstream. Foi a época do hit “Inner City Life”, de Goldie, que deu mais força ao estilo. É importante lembrar que o Drum’n'bass é um segmento totalmente criado e manipulado por dj’s ingleses.

Eles têm a fórmula de segurar um track pelo tempo que quiserem e têm técnicas de gravações e mixagens que aguçam a curiosidade de produtores do mundo inteiro,com seus graves absurdamente bem resolvidos, distorções e os fantásticos dubplates, um acetato prensado por unidade que sai por 35 libras. Leva-se umDAT CD ou qualquer outra mídia e a gravação é transferida para uma prensa de vinil onde será confeccionado o dubplate, que poderá ser cortado em 10 ou 12 polegadas (400g). O disco deverá ser tocado por tempo limitado, pois como se trata de um acetato, processo anterior ao vinil, ele traz essa desvantagem.

CONHEÇA O GLOSSÁRIO DO DRUM’N'BASS.

Antes de ler este artigo, ressaltamos que as possibilidades de combinações de influências tanto no Drum & Bass quanto no House, jazz ou qualquer outro são INFINITAS, por isso deixamos claro que os termos são apenas para efeito de curiosidades culturais e não para serem levados tão ao pé da letra, porque, antes de tudo, o que importa é a música, independente de rótulos.

Tudo faz parte do Drum´n´bass, e rótulos devem servir para prateleiras e gôndolas de lojas, e não para dividir a cena.

  • Junglist - A origem é jamaicana. A gíria jungle (selva) era usada para caracterizar os locais onde a vida não era fácil, violenta e perigosa como os guetos e favelas. Locais onde a única lei era a lei da selva. Hoje o ‘junglist’ é qualquer um que curta o drum´n´bass: produtores, djs e os fãs. Felizmente não é mais necessário viver em condições precárias para ser considerado um verdadeiro junglist. Basta amar o drum´n´bass.
  • Clownstep/Nu Jump Up - Termo cunhado numa conversa entre os produtores Keaton e Dylan enquanto estavam ouvindo Dillinja - Twist ‘Em Out. Keaton falou para o Dylan que imaginava um batalhão de palhaços invadindo a pista ao som da música, e Dylan assim falou que aquilo era ‘Clownstep’. Hoje diz-se Clownstep a maioria das músicas que contém o baixo ’sino’ com wobble. Selos do estilo: Formation, Full Cycle (pós 2003), True Playaz (pós 2003) Embaixadores do clownstep: Twisted Individual , Clipz, Distorted Mindz, Baron
  • Atmospheric - Termo usado para definir o estilo criado pelo selo Good Looking (pré 2002). Antes esse estilo era chamado de Intelligent (inteligente), porém devido ao nome ser considerado elitista o Atmospheric virou sinônimo do estilo atualmente. Hoje a Good Looking já quase não lança mais músicas dentro dessa linha. Selos do estilo: Good Looking (pré 2002), Fokuz, Covert Operations, Warm Communications. Embaixadores do atmosphericLTJ Bukem, Skanna, Invisible Man, Big Bud, PFM, Seba, ASC. História do drum’n'bass atmosférico.
  • Tech-Step - Surgido por volta de 1995, partindo de selos como Emotif Records e Nu U Turn, onde deixava de lado os amen breaks clássicos do jungle privilegiando uma batida simples e seca, seguindo influências da sonoridade eletrônica mais clássica alemã. Timbres minimalistas e baixos distorcidos completavam o pacote. O estilo foi se moldando e dando origem a vários sub-gêneros que vieram a ocupar o seu espaço. Selos do estilo: No-U-Turn, Prototype, Emotif, Renegade Hardware.Embaixadores do tech-step: Nico, Ed Rush, DJ Trace, Fierce , Ryme Tyme, Dom & Roland, Future Forces
  • Neurofunk - Termo usado para o tech-step após 1997 que tinha seus beats funky, privilegiando mais a perfeição técnica de cada elemento do que a construção de beats mais ousados. Também a presença de synths com forte influência techno, tentando sempre desenhar médios com timbres futuristas e sombrios. Selos do estilo: No-U-Turn, Virus, DSCI4, Audio Blueprint, Subtitles, Underfire. Embaixadores do neurofunk: Optical & Ed Rush, Kemal & Rob Data, Noisia, Cause 4 Concern, Stakka & Skynet, Black Sun Empire
  • Liquidfunk - Termo inventado por Fabio (dono do selo Creative Source) em um dos seus programas na radio BBC1. O estilo tem sempre uma atmosfera mais calma, com bastante ambiências trabalhadas, baixos muitas vezes acústicos e/ou bastante melódicos, e muitas vezes com samples de funk dos anos 60/70. Selos do estilo: Creative Source, Hospital, Good Looking (pós 2002), Defunked. Embaixadores do liquidfunk: Carlito, High Contrast , Flytronix, Primary Motive, Calibre.
  • Drumfunk - Termo usado para músicas onde o ‘foco’ principal é a batida, onde o produtor acha um funk dos anos 60/70, pega o trecho com a batida limpa e o remonta em um D&B tentando recriar o ‘clima’ original da batida e da música. O resto da música pode ter um clima mais pesado ou mais forte variando de produtor para produtor. Selos do estilo: Paradox Music, Outsider, Reinforced (pós 2002), Inperspective, Offshore, Droppin Science. Embaixadores do drumfunk: Paradox, Danny Breaks, Macc, Fanu, Fracture, Neptune.
  • Edits - Termo geralmente confundido com o drumfunk. Nesse gênero o que domina são as ‘edições’ feitas na música, ou seja, batidas muito cheias de elementos que se intercalam rapidamente, vários filtros, linhas de baixo fora do comum. Esse gênero também se aproxima do IDM, Drill and Bass ou do Breakcore. Lembrando que a maioria (senão todos) dos produtores desse gênero, acham o termo ‘edits’ depreciativo. Selos do estilo: µ-Ziq, Inperspective, Synaptic Plastic. Embaixadores do edits: 0=0, Enduser, Exile, Squarepusher
  • Sample - No dicionário = Amostra, Prova. Em música, sampling ou o ato de samplear, significa se apropriar de um fragmento sonoro (seja uma musica, a voz de uma pessoa, uma conversa, um barulho de liquidificador, etc) e reutilizá-lo em uma nova produção. O mesmo termo pode ser usado em outras formas de arte. Lembrando que um sample pode ser autorizado ou não.
  • Boooh ! - Grito entusiasmado, dado pelo público ou MC da noite, quando após a entrada de uma faixa ela cause um grande impacto na pista, com ênfase em uma linha de baixo forte ‘como um soco’.
  • Rewind - Após um DJ mixar uma faixa que é muito popular e receber um retorno muito especial da pista de dança é comum ele parar o disco e girá-lo ao contrário rapidamente com as mãos, deixando que a faixa seja tocada do começo, especialmente quando a faixa possui uma introdução interessante ou diferente.
  • Dubplate - Acetato prensado por unidade. Leva-se um DAT, CD ou MD (ou qualquer outra mídia) e a gravação é transferida para uma prensa de vinil onde será confeccionado o dubplate que poderá ser cortado em 10 ou 12′ (polegadas), peso aproximado de 400g. O disco deverá ser tocado por tempo limitado, pois como se trata de um acetato, processo anterior ao vinil, ele traz essa desvantagem. Geralmente, os dubplates são prensados para que os DJs ‘testem’ as músicas na pista antes de seu lançamento, sem ter que fazer uso de mídias digitais.
  • Test Press - Primeiro passo numa produção do vinil em larga escala. Fazem-se Test Pressings (teste de prensa ao pé da letra) para checar a qualidade sonora da música quando é gravada no vinil para ver se a equalização está boa, se a masterização está boa, se o volume esta bom e por ai vai.
  • Promo - Segundo passo na produção do vinil em larga escala. Um promo seria um vinil normal sem a arte final. São fabricados em pequena escala (algo em torno de 1000 cópias) para distribuir nas lojas e ver o quanto é vendido em um determinado periodo de tempo. Com esse dado na mão o selo/distribuidora pode ter uma idéia de quantas cópias ela deve fabricar para venda. Estes discos trazem como caracteristica o selo do disco inteiramente branco (além das capas sem arte) e são bastante disputados em lojas mundo afora, por trazerem músicas que serão supostamente lançadas semanas ou meses depois.
  • VIP - Versão geralmente exclusiva de uma faixa. Ela é feita pelo próprio autor da música para amigos próximos ou apenas para si mesmo, surpreendendo a pista acostumada a ouvir a versão lançada de uma faixa de sucesso. Ocasionalmente a versão ‘VIP’ atinge tal sucesso que para não perder a oportunidade de vender discos o autor lança a faixa em um novo disco. Versões ‘VIP’ também podem ser releituras feitas pelo próprio autor de suas faixas muito antigas, dando uma roupagem moderna a ela para ser mais facilmente mixada com as novas tendências do estilo.
  • Single - Single é um termo usado para denominar um unico vinil onde o numero de faixas variam de cena para cena. No cena de techno um single pode conter 4 ou até mais faixas! Porem no D&B um single normalmente tem 2 faixas.
  • EP - Abreviação de ‘Extended player’. Maior que um single, menor que um LP, poucos discos, 2 ou 3, geralmente temático, podendo ser um showcase de um selo ou de um artista, com produções diferentes por disco mas não um álbum completo.
  • LP - Abreviação de ‘Long Player’. Várias faixas, acima de 4, que formam uma representação geral da produção de um artista ou selo, geralmente considerado o ponto alto de um artista que irá ali expor sua obra formando um lançamento que irá representar sua personalidade e suas habilidades em sua totalidade. Pode ser temático, no caso de um selo, ou ‘autoral’ quando o autor tenta mostrar e explorar uma de suas facetas em estúdio.
  • MC - Improvisador que irá tentar criar rimas em cima das músicas e tem como função animar mais ainda a pista, levantando avibe do público e até mesmo pedindo rewinds. Figura controvertida, uma vez que a má qualidade de seus serviços podem atrapalhar a audição de faixas mais elaboradas ou o alto volume de seus microfones podem transformar suas rimas em gritos que atrapalham a diversão do público. Alguns MCs conhecidos internacionalmenteFats , Conrad, Dynamite , Skibadee, Moose, Foxy.

Veja também:

História do drum’n'bass atmosférico.

9 comentários

  1. k-mellNo Gravatar agosto 21st, 2008 10:08

    vamo divulgar a historia do dnb pra ver se a galera se liga,e peskiza e se interessa mais um pouco…

  2. audisley oliveira nunesNo Gravatar agosto 22nd, 2008 12:34

    temos q pesquisar mais o genero.é oq eu acho samplers é a base de tudo.

  3. Andre DnB ® OZNo Gravatar setembro 23rd, 2008 21:01

    Divulgar a história do drum and bass, desde os primordios do Jungle nos anos 90 até a cena atual, só vai beneficiar e ajudar a propagar a nossa cena DNB ….

    DRUM AND BASS IN YOUR FACE!
    BOOOOOOOOOOOO…..
    ANDRÉ DNB Z/O

  4. Andre DB ® OS→West Zone- SP- BrazilNo Gravatar setembro 23rd, 2008 21:09

    drum and bass @ Don´t stop!

  5. dj spiderNo Gravatar outubro 20th, 2008 10:21

    DRUM N BASS INFINITY

    PAZ!!

  6. marcos pereira do rosarioNo Gravatar outubro 25th, 2008 9:16

    o drum n bass e paz e alegria para todos os que escutam e curti ae toca um pendulum toxic chock

  7. marçioNo Gravatar novembro 4th, 2008 17:42

    drummbass som que me transporta para outras galaxias do caralho

  8. Roberto malcherNo Gravatar dezembro 10th, 2008 14:38

    Tava mais do que na hora de um site brasileiro ter como principal a hustoria do drum’n'bass,e nada melhor do q um site tão respeitado como esse,mas ainda acho q ficaria bem melhor para os “iniciantes” do drum’n'bass se essa historia do drum ficasse na primeira pagina,mas enfim o site ta otimo do jeito como esta…foi apenas uma sugestão.

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