IPB

Bem-vindo, visitante ( Entrar | Registrar )

Perfil
Foto do membro
Opções
Opções
Quem sou eu
Talis não escreveu sobre ele(a).
Informações pessoais
Talis
Dangerous
29 anos
Masculino
Rio de Janeiro
Nascido em: Jul-29-1981
Interesses
Music.
Estatísticas
Cadastrado em: 5-March 05
Visualizações: 2.009*
Última atividade: 19th April 2010 - 06:16 PM
Horário local: Sep 7 2010, 01:05 AM
845 posts (0 posts por dia)
Contatos
AIM talispk
Yahoo Sem informação
ICQ Sem informação
MSN peixekru@hotmail.com
Contact Privado
* As visualizações do perfil são atualizadas de hora em hora

Talis

Validating

*****


Tópicos
Posts
Comentários
Amigos
Meu Conteúdo
21 Sep 2008
E aee rapaze.. Estou postando mais uma matéria da Musica & Tecnologia.
Essa é do Mês de Setembro e quem escreveu foi o Enrico De Paoli.

Enrico é engenheiro de música. Grava in loco e mixa/masteriza em seu Incrível Mundo Studio.
Projetos recentes: Stanley Jordan, State of Nature; Djavan, Matizes; e Pequenas Historias, o filme.

Apesar de ser uma questão meio "batida" essa materia me esclarecu muita coisa e contradiz MUITA gente que se diz "entendedor de áudio".

________________________________________________________________________________



A pergunta que não quer calar me persegue em cursos, treinamentos, e-mails (e restaurantes e botequins). Ela vem em diversos formatos, inclusive: "Devo insertar algum plug-in no meu master?".

Bem, só nesse parágrafo acima e no título desta coluna já citei duas coisas completamente distintas. Insertar algo no master não é o mesmo que masterizar. Vamos dar alguns passos pra trás. Masterizar é o ato de fazer com que as músicas dentro de um mesmo projeto se combinem timbricamente. Ou seja, que a sonoridade e volume delas tenham alguma coerência quando uma faixa termina e começa logo a próxima.

Ok, mas por que precisamos disso? É, de fato, precisamos porque os discos há muito tempo não são feitos em "uma tacada só". Podemos passar meses em uma música, eventualmente com músicos diferentes, estúdios diferentes, engenheiros diferentes, e até artistas diferentes! (sim, esqueceram dos famosos discos de novela?)

E não confundam volume com normalização. Volume é a sensação (de volume) que uma master causa ao ouvinte, através de fatores como arranjo e correlação entre a média de volume e os picos. Normalização não é nada mais do que fazer com que o sample mais alto de uma música, chegue em 0dbFS (full scale). O comando de normalização não altera nada na mix ou na master. Ele apenas eleva o volume da master até que o ponto mais alto toque em 0 dB, sem inserir nenhum tipo de compressão ou limitação no programa.

E então... Devo inserir algo no master? Bem, se você leu e entendeu bem o parágrafo acima, já sabe que, mesmo que insira algo no Master, você não vai estar, necessariamente fazendo aquela mix combinar mais ou menos com outras músicas no disco. Mas, sim, inserir um compressor no master é um efeito totalmente diferente de inserir um compressor em cada canal da mix. Para ser mais ilustrativo, imaginem que, com um compressor no master, quando um bumbo toca com bastante energia, ele pode causar uma compressão em todo o resto da mix. Isso não aconteceria com compressores individuais, e pode sim ser um efeito desejado.

Outro exemplo: um equalizador no master pode ajudar a, por exemplo, dar um brilho geral a mais na mix. Lembre que, para nossa sensação auditiva, tudo é relativo. Então, equalizar somente uma voz pra que ela fique com mais brilho pode fazer com que que toda a base pareça mais abafada, sem necessariamente estar. Como sempre, não há regras.

Por fim, o plug-in clássico, o limiter (tipo L1 ou L2) no master. Este vai inevitavelmente lhe dar volume. Mas cuidado: pode não ser o volume que você está procurando, uma vez que o limiter atua nos picos do programa. Pode ser que no seu caso específico, sua música esteja precisando de gordura na parte mediana, não em freqüências, mas na escala vertical da dinâmica. Nesse caso um compressor vai lhe dar o resultado que você busca muito mais do que um limiter.

Mas antes de insertar qualquer coisa no master, lembre-se que você pode estar processando algo que depois não vai conseguir tirar. E aí pode ser tarde demais.
Até mês que vem, com mais vantagens e aplicações práticas neste mesmo assunto.

________________________________________________________________________________


UPZ
25 Jan 2008
Matéria da revista Música & tecnologia - edição 177 - 09/06/2006

______________________________________________________

Receitas para realizar batidas boas com Reason
A batida é o centro dos cuidados de uma faixa de música eletrônica. Ela vai definir o seu estilo: a maioria dos estilos de música eletrônica é definida pelo BPM (andamento) e tipo de batida, como o break beat, o drum 'n' bass, etc. Vamos estudar de mais perto batidas de alguns desses estilos.

Pra começar, cuidado com a facilidade no Reason! O Dr. REX oferece mil batidas excelentes realizadas por grandes mestres do gênero (Fat Boy Slim, o próprio fabricante do programa, Propellerheads, Photek.). Mas colocar uma batida pronta vai expor o seu trabalho a vários perigos (ver a coluna O perigoso Dr. REX, M&T n° 166 - julho/2005). O mais comprometedor é que essas batidas são muito familiares, muita gente já usou e já conhece, dentro e fora do meio dos produtores, ao passo que, se você tiver o trabalho de realizar uma faixa inteira, elaborar você mesmo a batida, vai mergulhar no coração do estilo escolhido.

Recomendo então ouvir e se inspirar nessas batidas do Dr. REX. Nós vamos ver depois a possibilidade de incorporar timbres desses loops para os nossos próprios patterns.

A opção do seu estilo de música eletrônica vai induzir você a três parâmetros diferentes: o BPM, a levada e os timbres dos elementos de bateria. Aqui vão alguns exemplos.

1. Drum 'n' bass/Jungle

O jungle nasceu nos guetos da Inglaterra como uma derivação do hardcore (oldskool rave hardcore, happy hardcore). No começo, por ter surgido em comunidades de imigrantes em sua maioria jamaicanos, trazia muita influência de dub e reggae. Mais tarde incorporou outros elementos e passou a ser chamado de drum 'n' bass. A batida é quebrada, com andamento rápido (ficando entre 160 e 180 bpm) e contrasta com um baixo lento e muito grave (sub-bass ou infra-bass).

As primeiras experimentações foram feitas com batidas de hip hop com um pitch bem agudo, quase dobrando o BPM e deixando a batida na região média/aguda. Por isso, tradicionalmente, os elementos do kit de drum 'n' bass têm timbres mais secos e mais agudos do que qualquer outro estilo. Mas hoje em dia você pode ouvir bumbos um pouco mais graves nas produções (ouvir DJ Patife). Essa opção então vai ser sua.

Vamos abrir o Reason e colocar um Redrum (drum machine) na sessão. Você pode carregar um kit de drum 'n' bass (Reason Factory Sound Bank / Redrum Drum Kits / Drum 'n' bass kits - figura 1) ou colocar, elemento por elemento, fatias de um arquivo REX. É só você clicar na pasta de um canal, ir para Reason Factory Sound Bank / Dr.REX Drum Loops / Drum N Bass, escolher um loop com timbres que você gostou e clicar nele. Uma lista dos slices (fatias) todos do loop vai aparecer. Em geral, a cada slice corresponde um elemento de bateria.

Imagem do IPB
Você pode então colocar um slice como elemento de bateria do seu Redrum.

Imagem do IPB
Você deve pelo menos ter na sua bateria um bumbo (BD = Bass Drum), duas caixas (SN = Snare Drum), um contratempo fechado (HH = Hi Hat) e um contratempo aberto (OH = Open Hat).

Para o exemplo ficar mais claro, eu vou usar a seguinte nomenclatura:
Imagem do IPB

Num BPM de 170, experimente no pattern sequencer do seu Redrum as batidas seguintes:
Imagem do IPB

Você pode, a partir desses exemplos, criar variações sem esquecer de brincar com a dinâmica (Dynamic - figura 3) que oferece o Redrum.
Imagem do IPB

Atalhos

Hard - Shift + clique em cima do step (quadradinho branco)
Medium - É só clicar no step, que ele ficará na dinâmica média
Soft = Alt + clique em cima do step

Com essa ferramenta, você pode tornar a sua levada mais brazuka, editando o contratempo como nesse exemplo:

Imagem do IPB

Enfim, você pode colocar um Scream 4 (distorção - figura 4) em insert no seu Redrum com as regulagens seguintes:

Tipo de distorção = Tube
Damage Control = 34
Cut ligado
Lo = -16
Mid = 7
Hi = 13.

Essa equalização vai reforçar as caixas e o hi-hat:
Body ligado
Reso = 28
Type = E

E você pode dar uma aumentada no Master à vontade.
Imagem do IPB

2. Hip Hop

O hip hop é um movimento que nasceu nos Estados Unidos no fim dos anos 70. Envolve música, dança, moda e artes plásticas (grafitti) e se chama de rap quando tem a presença de um MC (master of ceremony).

O acompanhamento musical é minimalista, feito para contrastar com a velocidade e as letras deslumbrantes do MC. O hip hop nasceu nos guetos americanos e é totalmente baseado sobre o suingue dessa batida minimalista. Com a presença de instrumentos clássicos da black music (clavinet, órgão, moog), a forma é bastante linear e tem refrão (com coros, a maioria das vezes femininos) nas versões mais comerciais do estilo.

Você deve ter na sua bateria pelo menos um bumbo (bem grave, fica melhor com um pouco de release), uma caixa (bem seca), um contratempo fechado e um contratempo aberto.

Coloque um kit de hip hop (Reason Factory Sound Bank / Redrum Drum Kits/ Hip Hop Kits) no seu Redrum. Num BPM de 90, realize as batidas seguintes, sem esquecer de colocar o shuffle (figura 5), suingue do Redrum que você pode regular no knob Pattern Shuffle (figura 6) em baixo, à direita do Transport.

Imagem do IPB
Imagem do IPB
Imagem do IPB

b. Para essa batida, você vai colocar o Resolution em 1/32 (figura 7). Cada um dos seus steps agora está valendo uma fusa. Você vai precisar colocar o seu pattern em 32 steps para poder ter um compasso de 4/4 inteiro.

Imagem do IPB

Essa resolução permite mais suingue ainda para a sua batida.
Imagem do IPB

Então? Você não acha que vale a pena ralar um pouco e criar você mesmo seus batidões? Outros estilos na próxima coluna.
25 Jan 2008
Mais uma matéria legal da música & Tecnologia, Edição 169 - Janeiro de 2008.

_________________________________________________________________

Imagem do IPB
RPG-8 é uma nova ferramenta - chegou com a recém-lançada versão 4.0 do Reason - que oferece as funções de um arpeggiator clássico. Você pode conectá-lo a qualquer instrumento do Reason: NN-XT, NN-19, Subtractor, Malström e o novíssimo Thor. Para isso, clique com o botão direito do mouse no instrumento em que você quer conectar o RPG-8, clique em Create/Monophonic Arpeggiator RPG-8.

Imagem do IPB
Como no caso do Matrix, o RPG-8 se conecta ao instrumento via cabo CV, no Gate CV e no Note CV. Além desses dois parâmetros (fundamentais para criar frases monofônicas), os dois aparelhos conectam os seus controles de Mod Wheel e Pitch Bend, assim você poderá usufruir deles no seu controlador, mesmo com o RPG-8 selecionado no seqüenciador, como na figura 2. Para ouvir o efeito do arpeggiator, toque algumas notas simultâneas no seu controlador.

CONVERSOR MIDI-CV

Na parte esquerda do RPG, temos um controle de velocity (de 0 até 127) e um hold que age que nem um pedal de sustain (veja figura 3). Debaixo desses dois controles, temos opções de switch de oitavas.

Imagem do IPB
ARPEGGIATOR

Na parte central fica o botão de ativação do arpeggio e o knob que oferece opções de desenhos melódicos. As notas seguem os seguintes comandos :

Up: as notas são tocadas da mais grave até a mais aguda
Up+down: as notas são tocadas do grave até o agudo e depois do agudo ao grave
Down: as notas são tocadas da mais aguda até a nota mais grave
Random: as notas são tocadas numa ordem aleatória
Manual: as notas são tocadas na ordem em que aparecem no teclado

À direita desse knob, temos opções de desenhos melódicos diferentes:

Imagem do IPB
1, 2, 3 ou 4 oct: adiciona 1, 2, 3 ou 4 oitavas acima de cada nota tocada no teclado. Essas novas notas vão se insrerir nas opções de arpeggios. Exemplo: no modo Up, a(s) melodia(s) oitavada(s) vêm depois da melodia tocada, já que é mais aguda.

A coluna Insert desenvolve o desenho melôdico de maneira mais complexa:
Off: desligado
Low: quando mais de três notas são tocadas simultaneamente, a nota mais grave é repetida entre cada nota.

Hi : quando mais de 3 notas são tocadas simultaneamente, a nota mais aguda é repetida entre cada nota.

Imagem do IPB
-1 : o arpeggio é repetido de maneira diferente a cada 3 notas. O desenho dessa opção depende também do modo de arpeggio que você vai escolher (Up, Up+Down...). As possibilidades são múltiplas. Repare que no 3-1 os ciclos ritmicos são sempre ímpares.

4-2 : quando 4 notas são tocadas, essa opção desenvolve todas as possibilidades de combinações dessas notas - 1 em tétrade e 3 em tríades. Quando mais de 4 notas são tocadas, os acordes são repetidos em tétrades. A ordem, mais uma vez, depende do modo de arpeggio.

Na figura 4, temos as opções básicas de um pattern player. O Sync sincroniza os arpeggios com o BPM da sessão com uma taxa de repetição em divisão de compaço (1/4, 1/8, 1/16.). O Free tira a sincronia com o BPM e transforma a taxa de repetição em Hertz. O Gate Lenght define o tamanho das notas, no 0 = curtas e no máximo = longas e ligadas.

O Single note repeat dá a opção de repetir ou não quando uma nota só é tocada.

Imagem do IPB
PATTERN

O Pattern sequencer (figura 5) oferece possibilidades rítmicas a mais. Quando ele é ligado (quando o LED Pattern está aceso ), o arpeggio passa a acontecer num ciclo de 16 steps (passos). Como no Matrix, você pode selecionar os steps que vão tocar ou inserir silêncios no pattern. Você pode reduzir esse ciclo de 16 steps para até 2 steps. O Shuffle faz o pattern suingar na base do Global Shuffle, que na versão 4 pode ser regulada no Regroove Mixer.

Imagem do IPB
GRAVAÇÃO

Você pode gravar cada nota desses arpeggios no seqüenciador simplesmente gravando com o controlador na pista do RPG-8. As notas aparecerão como tocadas no teclado. Se você quiser editar nota a nota o arpeggio, tem a possibilidade de clicar com o botão direito do mouse em cima do RPG-8 e selecionar a opção Notes in arpeggio on track. Veja o antes e o depois nas figuras 6 e 7.


Upz
11 Jan 2008
YO..

to postando aqui uma matéria que li esses dias na revista Musica e tecnologia de novembo (2007)

__________________________________

Os analógicos que nos desculpem, mas conhecer o áudio digital é fundamental. Com a popularização dos home studios, centrados na onipresente figura do computador, não há músico, produtor ou engenheiro de som que não tenha ainda (pelo menos) brincado de fazer música em seu Mac ou PC. E quem não entrou nessa ainda vai se aventurar... Mas por onde começar? Qual o software de áudio ideal para você?


A verdade é que, como tudo na vida, não há, em termos absolutos, um software melhor que outro. Tudo depende do que você quer fazer. É músico e quer produzir uma trilha? O Cubase pode ser uma boa opção, mas se a sua idéia for fazer isso em tempo real e ao vivo, é melhor tentar o Live. É DJ e quer fazer remixes: tente o Acid; mas ele já não vai dar conta se a idéia for trabalhar com vídeo também. Nesse caso, você pode se dar bem com o Vegas. E por aí vai. Cada programa tem suas especificidades e seus charmes.

Convocamos um time de usuários de nove softwares de áudio, tanto de gravação quanto apenas de edição - Pro Tools, Cubase, Sonar, Logic, Live, Vegas, Acid, Reason e Melodyne -, para falar um pouco sobre as qualidades e utilizações para os programas. Pode ser um bom ponto de partida pra quem quer entrar nesse universo e não sabe por onde.


Imagem do IPB
>>ACID

O QUE É

O Acid é uma estação de trabalho de áudio digital bastante completa. Pode-se trabalhar com MIDI, instrumentos virtuais, gravação e edição de áudio. Há recursos de punch in/out, número ilimitado de pistas de áudio e de MIDI, o suporte a superfícies de controle e mixagem em surround 5.1. O Acid Pro tem se destacado na criação de música a partir de loops de áudio.

ESPECIFICIDADES

A maior vantagem deste programa está na edição de arquivos de áudio, principalmente de loops. Eles podem ser trabalhados com muita facilidade e rapidez, aplicando de efeitos (plug-ins DX e VST), mudando de tonalidade (pitch), automatizando parâmetros da pista ou dos efeitos trabalhados, e manuseando em tempo real os arquivos de áudio.

PARA QUEM

Produtores, músicos e DJs de diversos estilos de música eletrônica.

ÁREAS DE UTILIZAÇÃO

Música, principalmente. É muito usado por DJs, por causa da facilidade de produção de remixes, versões estendidas e edições de áudio.

VERSÃO MAIS RECENTE

O família de softwares Sony Acid possui quatro versões: Acid Pro, que está na versão 6; Acid Music Studio (versão 7); American Idol e Acid Xpress - versão gratuita com algumas restrições em relação aos anteriores.

Em sua sexta versão, o Acid vem com mais de 1.000 loops para que o usuário possa interagir com o software logo nos primeiros dias de uso.

PRINCIPAIS FERRAMENTAS

A função de time-stretch - mudança do andamento do arquivo importado preservando sua tonalidade - do Acid é um dos seus destaques. Com ela, é possível aumentar e diminuir o andamento dos loops, atingindo bons resultados.

Ao importar um loop, o programa identifica com muita precisão o andamento - em batidas por minuto - e automaticamente o coloca no andamento do projeto, que pode ser alternado a qualquer momento, preservando a tonalidade dos arquivos em questão. Caso o arquivo importado seja uma música e o programa não consiga identificar o andamento, isso pode ser feito pela ferramenta Beat Mapper.

EXPERIÊNCIA PRÓPRIA

Marco Zappala conta como foi o remix de Cachorrinho, da cantora Kelly Key, para a Warner Music Brasil: "Na primeira versão que fiz, utilizava dois momentos distintos na música: antes do refrão programei uma batida bem quebrada - num estilo R'n'B, lento, que algumas músicas utilizavam na época, e quando virava para o refrão programei uma batida semelhante à usada pelo grupo B-52's, em Legal tender. Daí mandei para a gravadora para ser avaliada".

"No dia seguinte, pela manhã, recebi um telefonema da gravadora dizendo que eles gostaram da versão, mas que queriam ela toda na batida de Legal tender, e mais: para ser entregue às 13 horas do mesmo dia! Eu não estava no estúdio, mas, como tinha uma cópia em CD com partes do que foi mixado, baixei a versão gratuita do Acid (Acid Xpress), importei o áudio para o programa, e rapidamente montei a nova versão - acho que demorei no máximo uma hora para importar e editar as partes."

CONFIGURAÇÃO MÍNIMA

Windows: Processador de 1GHz (1.2 GHz para vídeo), 256 MB RAM, Windows XP (SP2) ou Windows Vista.

Fabricante: Sony (www.sonycreativesoftware.com)
Preço (EUA): US$ 375
No Brasil: Quanta (www.quanta.com.br)

Imagem do IPB
>>CUBASE

O QUE É

O Cubase é um gravador de áudio e Midi. Ele foi lançado em 1992 a partir de um seqüenciador Midi e é por isso uma opção natural para tecladistas, que sem dúvida têm, por necessidade, grande intimidade com essa linguagem.
O fato de a Steinberg ter criado o padrão VST (Virtual Studio Technology) e ele ter se tornado o padrão para instrumentos virtuais também faz do Cubase um programa muito atrativo para tecladistas, já que a oferta e a qualidade dos sintetizadores virtuais é hoje em dia muito interessante para a criação musical.

A Steinberg produz, além do Cubase, o software Nuendo, que, segundo a fabricante, é um programa para finalização e pós-produção de áudio, com processador de áudio de maior qualidade, mixagem em 5.1 e plug-ins específicos.

ESPECIFICIDADES

O Cubase tem um o custo menor que Pro Tools, e destacam-se a facilidade para trabalhar com Midi, o padrão VST com todos os seus instrumentos virtuais e plug-ins gratuitos e a compatibilidade com Rex files, que permitem mudar o BPM dos arquivos de áudio automaticamente.

"Infelizmente a base de usuários aqui no Brasil é muito pequena, o suporte técnico oficial para o Cubase é fraco, e a configuração dos ASIO divers e do programa em geral no Windows tem que ser feita pelo usuário e não é muito intuitiva. Não há um hardware que venha casado com o software do Cubase. Além disso, praticamente não há estúdios de grande porte que trabalham com esse software", diz Fernando Moura.

PARA QUEM

Músicos e produtores, principalmente.

ÁREAS DE UTILIZAÇÃO

Música, trilhas sonoras. O Cubase roda vídeos em AVI, o que possibilita compor trilhas sonoras para cinema e vídeo em sincronismo com a imagem.

VERSÃO MAIS RECENTE

O Cubase começou nos primórdios do Midi como Creator para a plataforma Atari ST, computador desenhado especificamente para música que teve suas últimas edições no início dos anos 90. A partir de 95, com a implementação do padrão VST, o Cubase passou de ferramenta de programação Midi a plataforma de gravação de música em geral.

De lá pra cá, o padrão VST se desenvolveu bastante em termos de plug-ins e sintetizadores virtuais e o Cubase vem acompanhando todas as tendências e inovações dos outros programas de sequencer. A versão 4, que saiu neste ano, está em pé de igualdade com os outros concorrentes, mas não usa o Direct X para plug-ins. A nova versão abre sem problemas arranjos feitos nas versões antigas.

PRINCIPAIS FERRAMENTAS

Os sequencers mais usados de áudio e Midi, como Digital Performer, Logic e Cubase são hoje em dia bastante parecidos. O que diferencia o Cubase são os instrumentos VST e a edição de Midi usando partitura (score edit), o que, para quem está acostumado com a escrita musical, é bastante rápido e lógico.

EXPERIÊNCIA PRÓPRIA

"Gravei e mixei nele meu último CD instrumental, que foi lançado no Japão em agosto passado e teve várias partes gravadas em outros estúdios que usam Pro Tools. Não tive problema algum de transporte de arquivos, sincronismo ou latência. A qualidade do áudio gravado não fica devendo nada ao que foi gravado em outras plataformas, assim como as possibilidades de edição e processamento", diz Fernando Moura.

CONFIGURAÇÃO MÍNIMA

Windows: Processador de 1GHz (1.2 GHz para vídeo), 256 MB RAM, Windows XP (SP2) ou Windows Vista.

Fabricante: Steinberg (www.steinberg.net)
Preço sugerido (EUA): US$ 999,99
No Brasil: Quanta (www.quanta.com.br) e Visom Digital (www.visondigital.com.br)

Imagem do IPB
>>LIVE

O QUE É

O Live é um gravador multipista que grava até 24bits/192KHz, um arranjador de samples e um sequenciador Midi, entre outras funções. É um programa simples para o uso ao vivo (ou não) que aceita plug-ins VST e AU e instrumentos VSTi.

ESPECIFICIDADES

Ele é versátil e se adapta ao tempo e à forma da música em tempo real. O Live é bastante diferente dos outros softwares de áudio, por ser projetado especialmente para uso ao vivo. Trata-se de um programa de poucas ferramentas e possibilidades variadas. "Cada pessoa descobre a sua forma de usar. Eu ainda não vi duas pessoas usando-o da mesma maneira! Acho que só foram utilizados 20% do seu potencial. Acredito que o Live é realmente o primeiro programa humanizado", diz Marcos Kuzka Cunha.

PARA QUEM

DJs, músicos e, em breve, VJs e artistas plásticos que trabalham com vídeo. A versão 7, que acaba de sair, vem com a possibilidade de editar música e vídeo ao mesmo tempo.

ÁREAS DE UTILIZAÇÃO

Música e vídeo.

VERSÃO MAIS RECENTE

Está na versão 7, mas foi na versão 4 que o Midi foi incluído e o programa se tornou mais poderoso. Nesta última versão, o processador de áudio foi melhorado, com mixagem em 64 bits, além de conversão de sample rate otimizada. Traz também um novo compressor virtual baseado em modelos vintage, side-chaining para um novo compressor e para o gate e o auto-filter, um novo EQ (com modo 64-bit) e o novo Spectrum, que oferece feedback visual em tempo real para qualquer sinal de áudio que passe pelo programa.

PRINCIPAIS FERRAMENTAS

São destaques a facilidade de endereçamento dos controles e o time stretch, uma ferramenta que possibilita esticar o áudio em pequenos pedaços corrigindo imperfeições ou criando uma sonoridade nova e totalmente diferente. Tem também as cenas, que permitem determinar que trechos da faixa tais como parte A, B e refrão entrem na música na hora que você quiser, sem parar a canção.

EXPERIÊNCIA PRÓPRIA

"Acho que ele me salva todos os dias, por tudo que ele possibilita e pelo fato de ele não congelar. Eu juro! Não é exagero. Ele nunca me deixou na mão. Já tem muita coisa pra dar errado no palco, não é? Devo ter feito mais de 150 shows com ele e ele sempre está firme e forte", afirma Marcos Kuzka Cunha.

CONFIGURAÇÃO MÍNIMA

Windows: Processador de 1.5 GHz, 512 MB RAM, Windows XP ou Vista
Mac: Processador G4 ou melhor, 512 MB RAM, Mac OS X 10.3.9 (ou melhor)

Fabricante: Ableton (www.ableton.com)
Preço sugerido (EUA): US$ 499 (versão 6)
No Brasil: Quanta Music (www.quanta.com.br)

>>LOGIC

O QUE É

Ele é um software de gravação multipista. Suporta Midi, superfícies de controle e a maioria das placas e interfaces de áudio. Trabalha em até 24 bits e 192 kHz e aceita diversos tipos de arquivos, como WAV, MP3, AIFF, AAC, SDII e outros. O software já vem equipado com diversos plug-ins, instrumentos virtuais e até bancos de som, mas também aceita plug-ins VST, MAS, AU e instrumentos VSTi.

ESPECIFICIDADES

O Logic é bastante leve e seguro, o que faz dele um bom software para produção de áudio e para apresentações ao vivo. Fabricado pela Apple, é uma escolha para usuários de Mac, que se sentem mais à vontade com essa linguagem. Por sua leveza, ele acaba sendo muito indicado para uso com instrumentos virtuais e sintetizadores, que são comedores vorazes de DSP e memória.

PARA QUEM
Músicos e produtores, home studios, DJs em apresentações ao vivo

ÁREAS DE UTILIZAÇÃO
A produção musical e a produção de trilha sonora são as áreas de maior utilização deste programa. Ele é mais encontrado em home studios de pequeno e médio porte, em computadores pessoais - para produção de podcasts - e em laptops de músicos, para uso em apresentações ao vivo.

VERSÃO MAIS RECENTE
A última versão deste programa chama-se Logic Studio - que abarca do Logic Pro 8, entre outras ferramentas - e é proveniente do Logic 7 Pro. Ele ganhou algumas ferramentas novas, alguns novos plug-ins e a sua área de trabalho sofreu algumas alterações - está mais limpa e com mais cara de Apple. Um importante melhoramento para quem gosta do palco é a função MainStage, que além de deixar o software mais leve e estável ainda, limpa a área de trabalho e permite a visualização apenas do necessário para o artista, seja o rack de instrumentos virtuais, as configurações do simulador de amps, etc. Outra ferramenta interessante é a Soundtrack Pro 2, que se integra completamente com o Final Cut e permite o trabalho de pós-produção de vídeo.

PRINCIPAIS FERRAMENTAS
O Logic tem instrumentos virtuais, intetizadores, efeitos de áudio e ferramentas de gravação de música. Ele também trabalha com Apple Loops - loops de instrumentos gravados profissionalmente. Os efeitos de áudio disponíveis incluem distorção, processadores dinâmicos, filtros de equalização e delays. O plug-in Space Designer, por exemplo, simula a acústica de diferentes ambientes, de salas de variados tamanhos a montanhas. O Logic pode ser usado com teclados Midi e superfícies de controle.

EXPERIÊNCIA PRÓPRIA
"Eu o adquiri como segunda opção para o meu estúdio. Uma opção mais leve que o Pro Tools para sessões maiores e com mais canais. Mas o computador tem conseguido trabalhar com o Pro Tools numa boa. Ele tem agüentado bem. Mas tenho certeza que posso contar com o Logic a qualquer momento que precisar", diz Raphael Dias. "Também sei de casos em que esse programa foi utilizado por engenheiros de PA como host de plugins, servindo como um rack digital de compressores, equalizadores e reverbs."

CONFIGURAÇÃO MÍNIMA
Mac: Processador G4 com 1,25 GHz ou mais ou Intel Mac, 1 GB RAM, Mac OS X 10.4.9


Fabricante: Apple (www.apple.com)
Preço sugerido (EUA): US$ 500
No Brasil: Apple Brasil (www.apple.com/br)

>>PRO TOOLS

O QUE É
É um programa de gravação, edição, mixagem (estéreo e surround) multicanal e finalização de áudio e Midi, trabalhando em até 192 kHz. Possui sistema de sincronia com SMPTE (usando uma interface própria para isso) e pode trabalhar com vídeo digitalizado simultaneamente. Possui também suporte para superficies de controle para mixagem dedicada a vários tipos de trabalhos. Funciona em diferentes placas de áudio de acordo com a versão do programa.
Há três versões do programa, todas com a mesma interface gráfica. O LE (light edition) e o M-Powered fazem todo seu processamento usando a CPU do computador; e o HD, além de utilizar a CPU, utiliza os chips das placas do Pro Tools instaladas dentro da máquina. Além disso, ele pode ter mais entradas e saídas através de interfaces dedicadas, mais canais dentro do programa, suporte a sincronia, melhor qualidade de conversão e plug-ins TDM. E é bem mais caro.

A versao LE é a mais barata e roda nas interfaces também mais baratas da Digidesign, como a mBox e a familia Digi 002 e 003. A versão M-Powered foi criada para rodar nas placas M-Audio. As funções e limitações são semelhantes às da versão LE, mas nela software e placa de áudio são vendidos separadamente, diferentemente das outras versões do Pro Tools.

ESPECIFICIDADES
O Pro Tools foi um dos primeiros softwares de áudio a serem criados, em 1992, e por conta disso várias ferramentas desenvolvidas para ele tornaram-se padrão para outros programas que vieram depois. O próprio software acabou por se tornar o mais utilizado na indústria de áudio no mundo.

Os plug-ins TDM foram criados pela Digidesign, que depois abriu essa tecnologia para que outras empresas se tornassem parceiras no desenvolvimento de softwares de processamento de áudio. Além disso, os usuários destacam as ferramentas de edição e automação, qualidade de processamento, acessibilidade, compatibilidade, qualidade de conversão de áudio e política de upgrade "A relação entre a 'mesa virtual' e a 'máquina de gravação virtual' nele é perfeita. Realmente é um sistema que, na minha opinião, fez o estúdio inteiro caber dentro do computador, fora a monitoração e acústica, claro", diz Enrico De Paoli.

PARA QUEM
Engenheiros de áudio, músicos, produtores e DJs.

ÁREAS DE UTILIZAÇÃO
O Pro Tools pode ser utilizado em tarefas desde fazer uma música em casa até mixar uma trilha de cinema em surround. Pode ter uso profissional ou em home studio. É usado na produção de música para publicidade, discos e DVDs, áudio para cinema, mixagem de shows e áudio para broadcasting.

VERSÃO MAIS RECENTE
A ultima versão do Pro Tools foi anunciada na AES de New York em outubro, com previsão de chegar ao mercado ainda em 2007. Sua versão é a 7.4 para todos: HD, LE e M-Powered. Uma novidade é a ferramenta Elastic Time, que muda a divisão e o tempo em tempo real enquanto o Pro Tools está em play. Quando um arquivo é importado, automaticamente é conformado para tempo da sessão. Outra novidade é a compatibilidade do LE e M-Powered com o Windows Vista Ultimate e Business. Agora ele suporta os idiomas em Unicode como Japonês, Francês, Grego, Russo e Hebraico. O programa desde sua versão 7.0 teve várias modificações e aperfeiçoamentos no Midi, tornando-o mais musical e preparado para composição e arranjo.

PRINCIPAIS FERRAMENTAS
São destaques no Pro Tools as ferramentas de edição, os plug-ins de processamento de áudio, e a interface criada a partir de conceitos de áudio universais como mesa, gravador e processadores analógicos. A maior vantagem é ter se tornado o padrão em áudio digital.

EXPERIÊNCIA PRÓPRIA
O Pro Tools já foi premiado pela Academia de Filmes e Ciências com um Oscar pela excelência técnica de seus produtos. O fato de tudo ser automatizável é um destaque, já que tudo o que se toca pode ser lembrado pelo programa. Fora isso, tudo pode voltar quando a sessão é aberta novamente. "A mix ganha muito com isso. A qualidade de vida, nem se fala", diz Enrico De Paoli.

CONFIGURAÇÃO MÍNIMA
Como há várias versões, vale dar uma olhada no site da Digidesign. A versão mais simples (LE/Mbox 2 Micro) requer memória RAM de 768 MB, em Windows XP ou Mac OS X 10.4.

Fabricante: Digidesign (www.digidesign.com)
Preço sugerido (EUA):
HD: a partir de US$ 7.995 (placa + software)
LE: a partir de US$ 279 (placa + software)
M-Powered: US$ 299 (software)
No Brasil: Os sistemas LE e M-Powered são distribuídos pela Quanta Music (www.quanta.com.br). Os sistemas HD são comercializados por: Tecnologia Musical, Quanta AV, Music Mall e CIS.

Imagem do IPB
>>VEGAS

O QUE É

Muita gente utiliza o Vegas em estúdios de gravação de áudio, porém ele não foi desenvolvido para realizar só essa tarefa. O Vegas é um software de edição de vídeo que também possui ferramentas para gravação, edição e mixagem de áudio.

Uma das facilidades do Vegas, na parte de edição de vídeo, é que ele não tem tempo de renderização de efeitos. Todos os processos, como edições, inserções de efeitos, fades, crossfading e transições, são processadas em tempo real mesmo sem o uso de uma placa de vídeo dedicada, como a maioria dos softwares exige.

O pacote do Vegas inclui o DVD Architect, um software para autoração de DVDs, e também um Codec para compactar áudio para surround, além de formatos compatíveis com os protocolos de DVD, como o Dolby Digital AC-3.

ESPECIFICIDADES

Um dos destaques deste software é ter a possibilidade de trabalhar com canais infinitos de vídeo e de áudio. Podemos então dizer que o Vegas é uma ferramenta ampla, em que podemos editar vídeo e áudio simultaneamente.

Ainda podemos destacar edições de vídeo em formato SD ou HD usando mouse, teclado e recursos para edição de longos trechos. Ele inclui ainda sincronização A/V com detecção e reparo, movimentação de áudio estilo tape e opções avançadas de edição e quantização.

PARA QUEM

O Vegas foi idealizado para pessoas que trabalham com edição de vídeo; logo, od profissionais que mais se beneficiariam, e que explorariam todos os recursos do software seriam os editores de vídeo, mas também é usado por sonoplastas, sound designers, criadores de jingles e spots, profissionais de rádio e TV, produtoras de vídeo e compositores de trilhas sonoras.

ÁREAS DE UTILIZAÇÃO

Publicidade, cinema, DVD, vídeo e TV. Pelo menos 70% dos profissionais que utilizam este programa são profissionais de broadcasting. Outros 30% estão ligados a produtoras e agências de publicidade.

VERSÃO MAIS RECENTE

O Vegas está atualmente na versão Vegas Pro 8, que é um pacote que inclui o software Vegas Pro 8, o software DVD Architect 4.5 e o codec Dolby Digital AC-3, para formatação de áudio no padrão surround. Nesta versão, ele ganhou compatibilidade com formatos mais sofisticados de vídeo, como DV, AVCHD, HDV, SD/HD-SDI, e todos os XDCAM, para trabalhar em tempo real e com precisão, além de contar com trilhas surround e gravação em mídias dual-layer.
O software começou como um programa multitrack de áudio, chamado de Vegas Áudio, e era voltado para mixagem e edição apenas de áudio. A partir da versão 3, ele recebeu o nome de Vegas Vídeo, quando passou a incluir ferramentas bastante avançadas para edição de vídeo.

PRINCIPAIS FERRAMENTAS

Uma das principais ferramentas é a função stretch, que permite ao usuário esticar ou encurtar o tamanho da track de áudio ou vídeo, para ajustes de timing. Outra ferramenta muito útil é o Surround Mixer, para mixagens em 5.1, cuja utilização é de extrema facilidade. Nele ainda há a possibilidade de uso de inúmeros plug-ins de áudio DirectX e VST de diferentes marcas, assim como plug-ins de vídeo.

EXPERIÊNCIA PRÓPRIA

"Certa vez, precisei editar e sonorizar um vídeo comercial para cinema em uma produtora de vídeo terceirizada, e o prazo estava apertadíssimo. Estávamos usando outro software, que era o padrão daquela produtora. A certa altura, percebi que não conseguiríamos atender o prazo do cliente, pois o software, apesar de ser padrão profissional, não era prático e eficiente. Por sorte, eu estava com meu notebook com o Vegas instalado, e resolvi assumir o risco, daí comecei a editar tudo de novo pelo Vegas. Resultado: Não só consegui terminar com uma certa folga no prazo, como a edição final ficou perfeita", conta Marcelo Gallo.

CONFIGURAÇÃO MÍNIMA

Windows: Processador de 1GHz (2.8 GHz recomendado para HDV), 1GB RAM, Windows XP (SP2) ou Windows Vista.

Fabricante: Sony (www.sonycreativesoftware.com)
Preço sugerido (EUA): US$ 585
No Brasil: Quanta Music (www.quanta.com.br)

_______________________________________________

Quem ajudou M&T a fazer este guia

Daniel Raizer é músico e especialista de produtos da empresa Quanta. Ele escreveu para a gente sobre o Vegas.

Edu Vianna é especialista em Pro Tools na empresa Tecnologia Musical. É produtor, baterista, técnico de gravação e autor do livro Manual do Pro Tools, além de escrever uma coluna sobre o programa todo mês na M&T.

Enrico De Paoli é engenheiro de gravação, mixagem e masterização. Grava, mixa e masteriza em seu estúdio, o Incrível Mundo. Além disso, escreve todo mês a coluna Lugar da Verdade, na M&T.

Fernando Moura é músico, produtor musical e arranjador, além de usuário do Cubase, programa sobre o qual escreve na coluna publicada mensalmente na M&T.

João Brasil é músico, compositor e engenheiro de gravação, além de sócio do estúdio Lontra Music, no Rio. Ele usou o Reason para compor e produzir a música Baranga, hit na internet que já foi parar até no Domingão do Faustão.

Leandro Neurose é usuário de Acid e trabalha há quarto anos como DJ e MC com Gabriel o Pensador. Além disso, é produtor musical, técnico e administrador do Estúdio Base A, no Rio de Janeiro.

Luciano Alves é especialista e usuário do Sonar há 20 anos; ele afirma que o programa é "o mais premiado pelas publicações especializadas em música e tecnologia". Ele escreve todo mês a coluna Sonar, na M&T.

Marcelo Gallo é músico e produror, além de usuário do software Vegas

Marco Zappala é engenheiro, produtor musical, DJ e professor de gravação e produção tecnológica de produção publicitária da Universidade Estácio de Sá, além de usuário do Acid.

Marcos Kuzka Cunha é músico e produtor musical e acredita "que o Live pode ser a salvação para uma sociedade mais livre e justa!".

Mauricio Lustosa é produtor musical e atualmente trabalha com o músico Rodrigo Sha, ele está fazendo também a tradução do manual do Melodyne para português.

Raphael Dias é diretor geral da Music Solution, engenheiro de som, vocalista, guitarrista e sócio do estúdio Opinião Pública. Ele ajudou a gente com o Logic.

Rodrigo Meirelles é engenheiro eletrônico e de computação, além de professor do curso de produção fonográfica da Universidade Estácio de Sá. É também diretor de treinamentos na Ground Control e usuário de Melodyne.

__________________________

*Autores da matéria: Ligia Diniz, Luiz Henrique Costa, Pepê Canongia e Rodrigo Sabatinelli
6 Dec 2007
Mais um ótimo artigo do João Filho da Musica & Tecnologia.
fonte:http://www.musitec.com.br/colunas/materia.asp?codArea=2&materiaID=4
____________________________________________________

"Acho que agora foi". É mais ou menos o que a gente fala logo que termina de mixar um projeto. E aí só falta fazer o bounce to disk e masterizar. Só que durante o bounce, nós temos aquela impressão que o mix está soando um pouco diferente. Não tem aquela clareza de detalhes de quando ouvíamos diretamente da sessão.

Isso ocorre, na verdade, porque o sistema de soma dos softwares que utilizamos não é tão bom quanto, por exemplo, o das mesas analógicas, com as quais costumávamos conviver bem mais antigamente. É que elas possuem um summing bus analógico, que somava todos os canais disponíveis para a fita, ou até mesmo de volta para o software, já no formato estéreo.

Na maior parte das vezes, especialmente em home studios, a gente trabalha in the box, como os gringos chamam, durante todo o projeto. O bounce to disk está fazendo contas para somar vários outputs e converter tudo em um arquivo estéreo no formato e resolução que desejamos. O resultado disso acaba deteriorando um pouco o nosso produto final, porém existem maneiras de se fazer o bounce soar melhor. No artigo de hoje, vou utilizar o Pro Tools, que é o software que utilizo, como exemplo.

Em vez de utilizar como output, interface 1-2, passando por um master fader para a soma, utilizaremos um Bus. No output de cada canal de sua sessão, inclusive dos auxiliares, você irá escolher um bus que não esteja sendo utilizado na sessão para alguma outra função. Pode ser qualquer um. Um atalho para habilitar todos os outputs sem esquecer nenhum seria clicar no output de algum canal e escolher o bus desejado segurando a tecla Option (Mac).

A partir daí, todos os canais da sessão irão ter o mesmo output. Em seguida, crie um novo canal estéreo e dê um nome a ele, Mix, Mix Final etc. (Fique à vontade para nomear como quiser, porém tente ser o mais organizado e objetivo possível.) Também não se esqueça de selecionar como input do seu novo canal o respectivo bus. Habilite o Rec no canal que irá receber o seu mix e grave normalmente. Fique atento, porque dessa maneira, durante o processo de bouncing, volumes podem ser alterados caso você esbarre em algum fader (principalmente no caso de você possuir uma superfície de controle).

Assim que você tiver todas as automações, fades e edits prontos, grave o seu mix. Se quiser utilizar dither ou um limiter durante o bounce, realize o mesmo processo passando por um canal auxiliar, com o plug-in que quiser e do auxiliar para o canal de áudio que vai receber a soma. Neste caso, um bus a mais será utilizado, mas o processo é o mesmo.

A partir daí, você já tem o seu arquivo dual-mono. Seu mix foi somado. Você provavelmente vai estar trabalhando em 24 bits e, talvez, com o sample rate em 48, 88.2 kHz, etc. Se não quiser masterizar ou se, de repente, quiser ter o mix para escutar no carro, em casa, enfim, conviver um pouco com o mix antes de masterizar, terá que transformar esse arquivo duplo em um só, no formato desejado e na resolução certa para gravar em CD.

Uma dica é renomear o arquivo recém gravado para melhor identificá-lo fora da sessão. Se quiser ainda realizar algum fade-in ou fade-out, ou utilizar algum plug-in Audio Suite no seu novo arquivo estéreo, não tem problema. Através do atalho Option-Shift-3, você consolida esse arquivo e, em seguida, pode renomeá-lo. Mais uma vez, tente nomear da maneira mais objetiva possível, como: Faixa 1 Final Mix. Tudo pela organização.

Selecione novamente o arquivo e, através do atalho Maçã-Shift-K, você irá exportá-lo. Uma janela vai aparecer e nela você poderá escolher seu formato, AIFF, WAV, ISDII, enfim, o que estiver usando. Escolha a bit resolution e o sample rate desejado - no caso, 16 bits/44.100 para versão final. Se estiver trabalhando com sample maior, escolha a qualidade de conversão Tweak Head, que é um pouco mais lenta, porém a melhor.

Se você ainda pretende masterizar, não realize conversões. Isso, inclusive, é um detalhe muito importante. Tente evitar ao máximo qualquer tipo de conversão durante o processo. Começou em 24 bits, continue em 24 bits até os 47 do segundo tempo. Você só vai converter na hora de gravar o CD Master. O mesmo para sample rate. Dessa maneira, o seu áudio digital e, conseqüentemente, a qualidade sônica da sua música estarão sendo preservados.

Escolha o folder em que você vai guardar o audio file final e clique OK. Depois de checar em algum CD player, podemos dar o projeto por concluído.

Dica: No sistema LE, ou em qualquer outro que utilize o processamento da CPU para todas as funções, quanto mais você exigir do seu computador, mais erros digitais serão gerados. Imagine sua máquina fazendo conta para todos os seus plug-ins, para bounce, mais o sistema operacional do computador etc, etc. Imagine quanto erro digital...

Depois que você decidir que o seu mix está pronto, grave todos os efeitos utilizados, ou boa parte deles, para poder se ver livre dos seus RTAS ou Real Time Plug-ins. Dessa maneira, você vai desafogar a CPU da sua máquina e, com o sistema trabalhando mais folgado, menos erros digitais estarão sendo gerados e, conseqüentemente, seu Mix vai soar melhor.
E é isso aí pessoal. Bom trabalho a todos.
Últimos visitantes
Talis não tem visitantes para mostrar.

Comentários
Outros usuários não deixaram comentários para Talis.

Amigos
Não há amigos para mostrar.
RSS Versão Simples Horário: 6th September 2010 - 10:05 PM